Mostrando postagens com marcador Sobre nada.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sobre nada.... Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de março de 2011

DO CHÃO AO CÉU


Hoje acordei caindo.
Mas uma queda às avessas.
Caindo para o céu.
Do chão.
Quase tocando o infinito.
Quase.
Caio.

"Porque ver é permitido, mas sentir já é perigoso" (Caio F. Abreu)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Como se...



É como estar sozinha
não estando
É como estar calada
cantando
É como estar sorrindo
chorando...

M.

Estava com saudades de Caio, Hoje assiti uma boa peça de tetaro baseado em um de seus contos. "Além do ponto". Sempre caio...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Quando as palavras faltam... (Sobre os saberes)

Que saudade das conversas superficiais e verdadeiras dos corredores da faculdade no intervalo
entre uma (J)aula e outra...
No fim, o que fica de melhor é o que escapa às cavernas de burocratizar o saber. Aquele produzido no gozo, aquele que não se encerra nas atas de reuniões com meia dúzia de burocratas, que se chamam educaDORES.
O que fizeram com os afetos?
Por que toda essa distância se são os corpos que ocupam (ainda) os espaços?
Ah! Sim! Que queimem todas as atas e ofícios e memorandos...
Que o fogo contamine os correDORES e que deles escapem apenas aquelas boas, superficiais e verdadeiras conversas, no fim é disso que senti (re) mos falta...

M.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Faísca...



Entre tua voz e teu silêncio, uma fenda.
Converso com tua sombra e rio do teu riso – chove dentro de mim... Mas uma chuva mansinha de fim de tarde...
O peso de meu sono se transfigura pela lucidez do sonho.
Flutuo...
Caio!
Balanço de rede.
Nada estou.
(Faísca de fogo)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Horizontes

infinito
Quantos horizontes cabem em mim...


Quantos horizontes cabem em mim?



Quantos horizontes cabem em mim!



Quantos horizontes cabem em mim.



horizonte

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Amanhecer...

Me abandonei de mim quando eu era uma torre de lembranças de um passado sempre presente. Tentei me abandonar. Mas a minha memória transformada em cárcere mantinha-me como única prisioneira em uma sela sempre tão iluminada. As imagens tão nítidas. As cores do que nunca aconteceu...toulouse-lautrec_bed
“Assim fostes a outra metade do amanhecer que não alcanço jamais” (Sílvio Rodrigues)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O poeta malabarista

MALABARISMO

O poeta malabarista
Brinca com as palavras
Espalha versos pela estrada
Cai alguns pela calçada...
Jogando as letras pra cima
Sem sentir faz uma rima

Brincando ele faz poesia
Banha de vinho meu dia
Esquenta o frio da noite
Sem cobertor, só de alegria...

Andando na corda bamba,
Amando como quem samba,
Sambando como quem ama...

M.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Retrovisor...

retrovisorQuando estava aprendendo a dirigir o que achei mais difícil foi ver a vida andando para trás...
Eu pensei que nunca ia conseguir me orientar olhando as coisas que estavam vindo atrás de mim ou ainda olhando as que já tinham passado...
Olhar pelo espelho num sentido inverso... eu me atrapalhava toda... nem olhava...
Não sei como não saia batendo por aí, acho que tinha sorte de que os outros já tinham a prática.
Hoje, consigo entender a lógica do retrovisor... ver por todos os lados... espelhos espalhados espelhando vários sentidos de uma mesma estrada...

(Parece que a gente acaba se acostumando com tudo... Quem sabe um dia eu me acostume a voar e saia por aí olhando tudo do alto...)

A saudade rasga a gente por dentro... Reflete em todos os espelhos, pedaços rasgados de carne sufocada...

M.

sábado, 6 de junho de 2009

D E S A P R E N D A ! (Estamos condicionados)

gaiolaEstou farta de tanto condicionamento, tanto ar-condicionado!!! Me deixem sentir o calor do sol e o suor escorrendo pela minha pele...
Quero desaprender os automatismos ensinados pelas escolas... quero desaprender a matemática lógica, o impossível grita para além do racional.
Desaprender a andar, quero voar... Não aprender nada mais, só experimentar!
Quero desaprender a usar os verbos, fazer novas palavras com letras que não conheço... Não acredito que tudo está mapeado. Caminhos estriados, quero outros... O espaço liso, oceano... mar... navegar...
Não mais "a prender" nada...
Passos indo nas direções contrárias, em caminhos ainda não percorridos...
Quero o calor e o suor, quero a chuva e trovões...
Chega do enclausuramento constante que sofremos por nós mesmos... em nós... (Desatem os nós)

Tela em branco, pincéis e tintas espalhadas pelo chão... pintar com todo o corpo, não apenas com a mão...
Desaprendendo a viver... vivendo!

Soltem as borboletas, abram as gaiolas, tirem as coleiras dos cachorros... Já que não sabemos ser livres, que possamos devolver a liberdade de quem sabe.
borboletas

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sobre apaixornar-se...

apaixonar-seNão apaixonar-se é a dor de não sentir dor.
A paixão é o lugar dos sabores, cítricos, doce, amargo...
Não sentir esses sabores é... não sentir.
Não sentir os dedos dos pés, inquietos, ansiosos, pela incerteza do porvir e pela certeza da finitude.
Não sentir os dedos do outro tocando, ao acaso, o seu cotovelo, e você nem lembrava que tinha cotovelo... até sentir o toque dos dedos do outro...
Não apaixonar-se é não sentir o seu cotovelo. É não sentir os dedos dos pés. É não sentir o gosto cítrico, doce, amargo...
Não sentir, para mim, é não existir...
Paixão, para mim, é pele. E sou toda pele...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Borboletas na estrada

Dia desses eu vi uma borboleta ser atropelada no meio da estrada... como é que pode?
Já não bastava ver inúmeros gatos e cachorros esfacelados pelas ruas... Tamanho desrespeito. Onde é que o homem (esse animal que se acha racional) viu que tinha o direito de passar por cima de outros seres com suas máquinas potentes? (máquinas-próteses). Na verdade o homem quando está munido de qualquer outra máquina (que ele a tem como uma muleta) acredita que pode fazer qualquer coisa contra qualquer ser, seja ele um ser humano ou não. Fico triste pela borboleta, pelo gato e pelo cachorro. Mas também fico triste pelo homem que entra sem sentir em uma engrenagem gigante, tornando-se uma peça, dormente e demente, de um universo tão cheio de cores e sons e cheiros e sabores, que ele já nem sente mais...

P.s. : eu nem ia falar sobre isso, e nem me lembro mais sobre o que eu iria falar... mas quando começo a escrever as coisas vão tomando rumos que às vezes eu desconheço...

P.p.s.: uma pena que a borboleta, um bicho tão singular, leve, livre, tenha se tornado símbolo da politicagem dessa cidade(zinha). Tenho mesmo vergonha de fazer parte de uma cidade que elege esse tipo de gente para ser um “governante”!

M.


borboletas_b

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Universo e palavras

disc-interna
Mais uma conversa (pós-moderna) com meu melhor amigo (http://www.espacoacademico.com.br/035/35eraylima.htm)
(estre neste site acima e leia para entender o pós-modernismo):

- Tem uma coisa no universo que foge à minha lógica.
- o quê?
- esses planetas todos flutuando no vazio, sem cair...
- Mas o que é o vazio?
- sabe de que palavra eu gosto? Because, é inglês.
- pois eu não gosto de nenhuma palavra.
- nenhuma?
- Não...
- nem paixão?
- não mesmo. Paixão era o nome de uma vizinha de quando eu era criança, ela era gorda e usava um colar dourado no pescoço, com um pingentinho, ela era sorridente, mas não era alegre.
- sei...
- acho que eu gosto de México, tem ritmo, né? Me-xi-co... Balança, é vivo. Eu gosto.
- eu acho a palavra acadêmico forte.
- não mesmo. Acadêmico é quebrado, fraco, fragmentado. Forte é sabedoria! É redondo.
- e arte? É forte né?
-também não. Arte é gasoso, fluido demais, fugidio...

Isso tudo no trânsito, em pleno meio dia...
Eu estava morrendo de saudade do meu amigo...

M.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Perdida no espelho

espelho_veneziano_1600euro_o

Você já imaginou como deve ser a sensação de se olhar no espelho e não se ver refletido?
Cara, uma experiência muito louca.
Experimentei ontem à noite.
Cheguei em casa. Tarde. (Pra mim, que sempre chego cedo).
Fui lavar o rosto e escovar os dentes, antes de deitar.
Quando parei de frente ao espelho do banheiro, vi minha imagem refletida, cansada...
Baixei a cabeça na pia para molhar o rosto e quando tornei a subir, me procurei no espelho, e eu não estava lá.
De repente, assim. Parecia que flutuava, ou caía, não sei... Foi rápido, muito rápido. Tipo, ums três segundos.
Foi quando eu percebi que a janelinha na qual fica o espelho havia se aberto.
Eu fechei, busquei o espelho, e me encontrei de novo.
Que alívio! Eu ainda estava ali...
Fui dormir.
Com a sensação da queda (ou de flutuar...)

M.